quinta-feira, 15 de julho de 2010

A importância do Chapéu de palha para a minha família



Já no tempo dos meus bisavós a família Couto (bisavós maternos) era negociadora de Chapéus de Palha.
Na década 20 do século XX, na casa do Macieiro (caso dos meus avós), eram intensas as actividades relacionadas com as etapas necessárias para a elaboração do chapéu de palha e da sua comercialização.
Havia um espaço próprio, no interior da casa, com máquinas a pedal, para coser os chapéus, cestas e passadeiras. No espaço envolvente, quer interior quer exterior, todos os tempos livres eram ocupados a entrançar as palheiras para se obter a trança (entrançado, que depois de unido com determinada configuração dá origem ao produto final desejado.
Vários comerciantes de Braga dirigiam-se a Travassós para obter o Chapéu de Palha, tão utilizado na época para proteger os agricultores do país inteiro dos intensos raios solares.
Esta actividade resistiu até aos dias de hoje. É habitual visualizar familiares a desenvolver cada uma das etapas já mencionadas.

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